Botas cano longo e PMNOs – resenha de Lembranças, de Meg Cabot

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Resenha

Lá atrás, em 2004 para ser mais precisa, eu li meu primeiro livro da série A Mediadora, quando o livro ainda sobre o pseudônimo de Jenny Caroll. Devorei O Arcano Nove como fazia com todos os outros livros da Meg Cabot, li sem muitas pausas e esperei ansiosamente por todos os outros volumes que se seguiram.

A protagonista, Suzannah, com certeza é a minha favorita da Meg Cabot. Ela é independente, um pouco pavio curto, não tem meias palavras e aprecia um bom par de botas pretas (sempre as imagino com cano longo, estilo coturno). É fácil gostar dela, assim como os outros personagens da trama, mesmo que seja gostar de “não gostar” – como acontece com o Paul. Esse “queridinho” reaparece em Lembranças, só para fazer os leitores recordarem o (des)afeto.

Ano passado eu acabei por largar a leitura de um outro da Meg, creio que por não me conectar mais com a personagem, mas isso não aconteceu com Lembranças. A Suzannah e os outros personagens encaixaram direitinho com o que eu esperava, envelheceram e a trama acompanhou isso. Ficou o mais crível que um livro sobre uma mediadora pode ser, e os PMNOs (Pessoas Mortas Não-Obedientes) continuam dando bastante trabalho para a protagonista. E como sempre, a história me fez rir, torcer, emocionou e no final acabei sorrindo, pois me lembrei daquela adolescente lá em 2004, e em como eu também cresci desde então.

Lembranças é um romance tanto para quem já era fã da série como para quem quer conhecer. Tem ganchos para os livros anteriores, mas nada que impeça uma boa experiência ao ler apenas este. Contudo, recomendo a leitura da série completa, é bem divertida e dinâmica.

Algumas histórias são tão boas recontadas quanto a primeira vez que a conhecemos. Estou com muita vontade de pegar na estante os primeiros volumes da série e reler todos. Deve ser gratificante para a Meg também que várias pessoas tenham esta como a série favorita dela, me incluo como uma destas pessoas.

E vocês, tem essa relação com algum autor e livro? Aliás, o que estão lendo ultimamente?

November 5, 2016
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Ajustes e reajustes

Eu, lírico e volátil

Se um mínimo de controle de nossa agenda, da nossa casa e dos planos e metas em nossa vida são cruciais para não surtarmos com o ritmo acelerado do cotidiano que nos cerca, igualmente importante é saber dosar nossa ânsia por organização.

Leio e releio sobre métodos, planners e qualquer coisa que ajude a fazer com que algumas tarefas diárias corram com mais tranquilidade. E ajudam, na medida do possível. Talvez o maior desafio da vida pessoal seja lidar com o imprevisível, reajustar nossas metas, anseios, compromissos e se dar um tempo para respirar.

Ao mesmo tempo que evito algumas cobranças, sei que o foco é necessário para manter a mente ativa. Tudo é questão de dosar a organização e a bagunça, de tentar funcionar como mãe e mulher nesse mundão que não segura nossa mão nem nos espera atravessar a rua.

Os planos são muitos, ajustados e reajustados, quando dá.

October 14, 2016
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A maternidade em episódios: picos de crescimento e #mamatona

Mamatona e outras coisas

A privação de sono e o cansaço ganharam um novo significado após o nascimento da Anna. Nem de longe se compara às noites viradas ao final de período da faculdade, a dormir tarde assistindo filmes ou fora de casa com amigos, ou ao sono já tumultuado ao final da gestação. Brincamos aqui em casa que descobrimos sempre mais um nível de cansaço e o quanto podemos suportar.

Passamos por fases de adaptação à nova rotina com um bebê, e ela também vai se ajustando aos pouquinhos. Os bebês tem várias fases que são chamadas picos de crescimento ou saltos de desenvolvimento. Eu não sabia disso, só descobri ao perceber mudanças no comportamento dela próximo aos 3 meses. Ela passava mais tempo no peito, não queria sair do colo e dormia muito mal. Na época, pesquisei um pouco e me deparei com este post do Macetes de Mãe explicando o assunto.

Os três meses ficaram para trás, e novamente nos deparamos com um pico de crescimento. Por 2 dias a Anna esteve irritadiça, só queria colo, dormiu mal. A duração das mamadas e o intervalo entre elas também aumentaram… Estamos no bagaço. Felizmente, como indulgência presenciamos várias coisas novas: ela descobriu os pés, vira de bruços e está a caminho de sentar.

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September 17, 2016
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